Memória de Esporte Olímpico Brasileiro na Cinemateca

Publicado em 02/08/2016 • Portal Vila Mariana

O projeto Memória de Esporte Olímpico Brasileiro - em seu quinto ano - totaliza 47 títulos produzidos, os quais estão disponíveis online na plataforma Memoria do Esporte. A Cinemateca Brasileira terá sessões sobre a Memória do Esporte de 4 a 14 de agosto de 2016. Confira a programação.

Programação da retrospectiva Memória de Esporte Olímpico Brasileiro

Quinta-feira, 4 de agosto
- 19h00 Programa Cineastas I

Sexta-feira, 5 de agosto
- 18h00 Programa 4
- 20h00 Programa 16

Sábado, 6 de agosto
- 17h00 Programa Cineastas II
- 19h00 Programa 6
- 21h00 Programa Olipíadas nos anos 1930

Domingo, 7 de agosto
- 18h00 Programa 8
- 20h00 Programa Memória

Quinta-feira, 11 de agosto
- 16h00 Programa Olipíada 1968

Sexta-feira, 12 de agosto
- 18h00 Programa 12
- 20h00 Programa 9

Sábado, 13 de agosto
- 16h00 Programa Olipíada 1996
- 17h30 Programa 10
- 20h30 Programa 15

Domingo, 14 de agosto
- 18h00 Programa equipes
- 20h00 Programa 13

Resumos e fichas técnicas Memória do Esporte Olímpico Brasileiro
- Todas as apresentações têm classificação indicativa livre

Programa Cineastas 1

No meio do caminho tinha um obstáculo, de Cacá Diegues, Flora Diegues e Renata Magalhães
- Brasil, 2013, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Hipismo
A tortuosa jornada de um cavaleiro e seu cavalo na última Olimpíada do 2º milênio. O ano em que o hipismo virou paixão nacional. Do favoritismo do conjunto tricampeão mundial Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet até as refugadas do cavalo e a decepção de milhões de Brasileiros. Uma história sobre perseverança e união entre um homem e seu animal em busca do ouro Olímpico

O Brasil na terra do Misha, de Silvio Tendler
- Brasil, 2013, cor, digital, 26 min | exibição digital
O Brasil na Terra do Misha traz ao espectador um momento olímpico Brasileiro nem tão lembrado no Brasil - exceto pelas lágrimas de Misha para encerrar a festa, marcando já a saudade que as Olimpíadas de Moscou deixavam, mas de destacada relevância para diversos esportes nacionais; um episódio-chave para a compreensão das transformações que se seguiram no mundo e na reafirmação dos ideais olímpicos como uma das possibilidades de congraçamento entre os povos.

Mulheres olímpicas, de Laís Bodanzky
- Brasil, 2013, cor, digital, 52 min | exibição digital
Este documentário tem a intenção de traçar um paralelo entre a mulher na sociedade e a mulher no esporte olímpico. A história das esportistas Brasileiras nas Olimpíadas pode-se dizer que é recente. Foi em 1932, em Los Angeles, que a primeira mulher Brasileira participou de uma Olimpíada, mas a primeira medalha só chegou em 1996 em Atlanta, 64 anos depois. Só em 2012, em Londres, que todos os países participantes tiveram representantes do sexo feminino nos Jogos. E com a inclusão do boxe feminino, foi a primeira vez na história que todos os esportes olímpicos tiveram a participação de mulheres.

Programa Cineastas II

Reinaldo Conrad: A origem do iatismo vencedor, de Murilo Salles
- Brasil, 2012, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Iatismo
Pioneiro em seu esporte, Reinaldo Conrad aprendeu a velejar numa represa e se tornou o primeiro medalhista olímpico da vela Brasileira - uma das modalidades mais vitoriosas do Brasil. Trata-se da história desse grande iatista, que participou de cinco edições dos Jogos, e tem o sonho de participar, aos 74 anos, das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Mãos de Urso, de Tom e Cao Hamburger
- Brasil, 2015, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Vôlei
O documentário Mãos de Urso narra a história de Luiz Carlos Souza, o Luisão. Massagista há 31 anos, Luisão esteve em cinco olimpíadas: Atlanta 1986, Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012. E se prepara para a sexta, a Rio 2016. Amante de blues e jazz, contador de histórias, “às vezes psicólogo, às vezes pai”, “Big Louis”, como os jogadores do vôlei o chamam, se tornou um mito no universo esportivo Brasileiro. Mãos de Urso desvenda um personagem fascinante, com uma trajetória profundamente Brasileira marcada por dificuldades, superação, vitórias e derrotas, ao mesmo tempo em que revela os bastidores do esporte olímpico.

De Olaria a Helsinque: a história de um salto, de André Klotzel
- Brasil, 2012, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Atletismo
No dia 20 de julho de 1952, nos Jogos Olímpicos de Helsinque, José Telles da Conceição alcançou a marca de 1,98m no salto em altura e conquistou uma inédita medalha de bronze, tornando-se, assim, o primeiro representante do atletismo Brasileiro a subir ao pódio. Seu triunfo, porém, foi ofuscado pela conquista do ouro no salto triplo por Adhemar Ferreira da Silva. O documentário busca conceder o devido reconhecimento a esse superatleta.

Programa Olimpíada 1968

México 1968 – A última Olimpíada livre, de Ugo Giorgetti
- Brasil, 2012, cor, digital, 52 min | exibição digital
O longa dirigido por Ugo Giorgetti conta a his­tória da primeira edição latino-americana das Olimpíadas, realizada no México em 1968. Trata-se de uma edição, como diz o próprio diretor, fascinante dos Jogos - e também di­visora de águas. Primeiro, por ocorrer em um contexto político mundial definidor - era a épo­ca da Guerra do Vietnã, da ditadura militar no Brasil, de maio de 1968, em Paris, da invasão da Tchecoslováquia pela União Soviética e, cla­ro, foi a última Olimpíada antes do sequestro da delegação israelense, ocorrida nos Jogos seguintes, em Munique. Além desse aspecto político, que passaria a dominar muito mais fortemente a realização dos Jogos nas edições subsequentes, também foi a última Olimpíada amadora, já que o aprimoramento e o desen­volvimento técnico, até por conta da politização do evento, avançaram sobremaneira.

Um homem que voa: Nelson Prudêncio, de Maurílio Martins e Adirley Queirós
- Brasil, 2013, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Atletismo
A trajetória de Nelson Prudêncio, o garoto negro de Lins, que virou atleta somente aos 20 anos e se tornou um dos protagonistas da épica final do salto triplo nas Olimpíadas da Cidade do México, em 1968, a maior que a modalidade já viu. Seus saltos o levaram à medalha de prata e à posse do recorde mundial por alguns inesquecíveis e fantásticos minutos. Depois do salto, Nelson voou. Tornou-se Doutor e professor da Universidade Federal de São Carlos, um feito inédito dentre os ex-atletas.

A luta continua – Um documentário em 12 rounds, Renata Sette Aguilar
- Brasil, 2012, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Boxe
Em 1968, o Brasil recebeu sua primeira me­dalha olímpica no boxe. O autor da façanha foi Servílio de Oliveira, ganha­dor do bronze. Esse documentário procura desvendar o homem por trás da medalha e mostrar toda a sua emocionante saga para dispu­tar os Jogos Olímpicos no México.

Programa 4

Ouro, prata, bronze e... chumbo!, de José Roberto Torero
- Brasil, 2012, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Tiro
As três primeiras medalhas na modalidade tiro do Brasil vieram juntamente com a primeira participação do país nos Jogos Olímpicos. A equipe de tiro foi a responsável pela façanha, nas Olimpíadas de 1920, em Antuérpia, na Bélgica. O projeto resgata esses heróis e conta as aventuras que eles percorreram para representar o Brasil nos primeiros Jogos de sua história.

3 pontos: basquete, rap e o jejum, de Rafael Terpins
- Brasil, 2013, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Basquete
A história do basquete olímpico Brasileiro rimada em três atos musicais por craques da música. Wlamir, Oscar e Varejão em ritmo de rap. Três MCs rimam em ritmo de rap sobre três importantes momentos da história do basquete masculino do Brasil. Três medalhas de 3º lugar em três Olimpíadas. A primazia da cesta de três pontos como principal tática do time e as três derrotas que impossibilitaram o retorno do time canarinho às Olimpíadas em três ocasiões seguidas.

Aida, uma mulher de garra, de André Pupo
- Brasil, 2012, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Atletismo
Única mulher da delegação Brasileira nas Olímpiadas de Tóquio, em 1964, Aida dos Santos conquistou a quarta posição na prova de salto em altura, mesmo sem treinador, patrocinador, tênis ou uniforme próprio. Esse projeto resgata a memória dessa saltadora e sua epopeia olímpica.

Programa Olimpíadas nos anos 1930

As incríveis histórias de um navio fantasma, de André Bomfim e Gustavo Rosa de Moura
- Brasil, 2014, cor, digital, 26 min | exibição digital
Los Angeles, 1932. Em meio à Grande Depressão, a terra do cinema prepara­-se para sediar uma Olimpíada dos so­nhos. Mas, longe dos holofotes, uma de­legação tropical faz de tudo para entrar em cena. Viagem em um navio carregado de café, falta total de recursos, despre­paro técnico e emocional, esforço sobre­-humano de superação: eis alguns dos destaques. Mesmo não ganhando nada nas Olimpíadas, nossa participação deu muito que falar.

Piedade, piedade, de José Roberto Torero

- Brasil, 2016, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Natação
A história de Piedade Coutinho, a mais bem colocada nadadora Brasileira em Olimpíadas, e que esteve nas edições de 1936, 1948 e 1952

Padilha, uma vida olímpica, de Marcelo Muller
- Brasil, 2014, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Atletismo
Sylvio Padilha dedicou sua vida ao olim­pismo no Brasil. Como atleta, foi a maior esperança do País nos anos 1930, che­gando à final olímpica dos 400 metros com barreiras em Berlim, 1936. Apaixo­nado pelo esporte, seu trabalho como di­rigente esportivo foi tão marcante quanto a enorme coleção de troféus e medalhas conquistadas por ele dentro das pistas. Em mais de cinquenta anos dedicados ao esporte, Padilha marcou seu tempo e pavimentou o futuro de um país olímpico.

Programa 6

Sarah -Menina de ouro, de Vinicius Gonçalves Vasconcelos
- Brasil, 2016, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Judô
Uma batalha pelo ouro olímpico carregada de significados, através da perspectiva de uma atleta piauiense. Dos treinos com meninos, na infância, ao inédito ouro feminino de judô, Sarah Menezes nos guiará pelos conflitos de sua conquista.

Szabo, em busca do gol, de Marcos Ribeiro

- Brasil, 2014, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Polo aquático
SZABO - Quem foi Szabo? Por que ele foi o maior jogador de Polo Aquático do Brasil? Por que era admirado e lotava as piscinas? Por que alguns não gostavam dele? Como foi sua participação na maior façanha do Polo Aquático Nacional, a conquista do título Pan-Americano de 1963, em São Paulo? E como foi sua par­ticipação nas Olimpíadas de 64? E a famí­lia? O que eles dizem do pai, do homem, do jogador? Szabo, um retrato humano

O samurai Brasileiro - a história de Chiaki IShii, de Bruno Tinoco e Eduardo Levy
- Brasil, 2014, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Judô
Poucos são os atletas que competem em altíssimo nível. Alguns chegam ao pódio; pouquíssimos se tornam campeões. Talvez até conquistem fama. Raros, no entanto, são aqueles que transcendem essas conquistas e alcançam uma glória maior: o respeito e a admiração unânimes daqueles que vivem e amam seu esporte. Assim é com Chiaki Ishii, dono da primeira das 19 medalhas olímpicas do judô Brasileiro. O ídolo de todos os ídolos desse esporte. Um homem que se colocou atrás dos holofotes e passou a iluminar o caminho daqueles que viriam depois dele. Esse documentário é sobre sua fantástica jornada como homem e atleta.

Programa Olimpíada 1996


A praia em Atlanta, de Roberta Bonoldi e Gabriela Brigagão
- Brasil, 2016, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: vôlei de praia
Atlanta, 1996: o vôlei de praia estreia nas Olimpíadas, pronto para mostrar sua cara no cenário internacional. A final é verde e amarela. De um lado, as estrelas Jackie Silva e Sandra Pires; do outro, as guerreiras Mônica Rodrigues e Adriana Samuel. Mais do que corpos seminus, a cara do vôlei de praia é Brasileira!
O documentário conta a história das quatro medalhistas da geração que desbravou o vôlei de praia do amador ao profissional, destacando o protagonismo feminino nessa modalidade.

Brilho imenso, a história de Claudio Kano, de Denis Kamioka (Cisma)
- Brasil, 2012, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Tênis de mesa
Humilde e carismático, o mesa-tenista Cláudio Kano participou de duas Olimpíadas (Seul 1988 e Barcelona 1992) e deixou muitas saudades após sua trágica morte antes dos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996. Claudio não chegou a ser um medalhista olímpico, mas sua carreira reúne elementos muito especiais, que revelam o perfil não só de um grande atleta, mas de um verdadeiro ídolo.

Pátria, de Fabio Meira

- Brasil, 2012, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Vôlei
Fernanda Venturini, Ana Moser, Márcia Fu, Hilma, Ana Flávia, Ida, Ana Paula, Virna, Leila, Fofão, Filó e Sandra. O filme conta a história dessa formidável equipe de vôlei feminino, que conquistou o primeiro pódio olímpico da modalidade, com a medalha de bronze em Atlanta, 1996, e colocou o Brasil na elite do esporte.

Programa 8

55.4 A virada, de Ricardo Dias
- Brasil, 2013, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Natação
Documentário sobre o atleta, Manoel dos Santos Junior, nadador, campeão olímpico em 100m nado livre, nos Jogos Olímpicos de Roma em 1960 e recordista mundial da prova um ano depois, no Rio de Janeiro. Manoel narra sua história de vida como atleta e campeão, e, fundamentalmente, o evento da prova em que perdeu segundos na virada.

5 X Yane, de Renata Almeida Magalhães e Flora Diegues
- Brasil, 2015, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Pentatlo
O pentatleta é o mais perfeito esportivo, pois seu corpo possui força e velocidade, combinadas em harmonia” (Aristóteles). 5 X Yane narra a trajetória da pentatleta Yane Marques, da infância pobre em Afogados de Ingazeiro até a medalha de bronze nos jogos olímpicos de Lon­dres 2012. Paralelamente, uma volta ao tempo revelará a origem do pentatlo e seus motivos heroicos. A soma das duas narrativas servirá para construir o mito Yane Marques.

Programa 9

Bete do peso, de Kiko Mollica
- Brasil, 2014, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Levantamento de peso
Maria Elisabete Jorge, conhecida como Bete do Peso, foi a primeira levantado­ra de peso a defender o Brasil em uma Olimpíada. Esse esporte, presente nos Jogos Olímpicos desde o início das com­petições na Era Moderna, só incluiu a participação feminina em 2000. Divulgar essa modalidade pouco reconhecida no País e resgatar a história dessa Brasileira de origem humilde, que chegou a Sydney aos 43 anos de idade e utilizou o esporte para ultrapassar fronteiras so­ciais, é a proposta desse documentário

O salto de Adhemar, de Rafael Terpins e Thiago Brandimarte Mendonça
- Brasil, 2012, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Atletismo
Adhemar Ferreira da Silva é o único atleta Brasileiro que conquistou duas medalhas de ouro consecutivas em uma mesma prova em Jogos Olímpicos. Sua história é marcada pela superação dos limites e sintetiza as dificuldades e desafios dos atletas Brasileiros no século passado: ascensão meteórica no esporte e agruras e preconceitos vividos em sua carreira.

A luta de um homem só, de John John Valle
- Brasil, 2016, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Taekwondo
Um filme sobre a luta, dentro e fora dos tatames, protagonizada por Diogo Silva com o objetivo de conquistar, para além de medalhas, um cenário mais justo no Taekwondo no Brasil. O filme retrata o momento atual vivido pelo atleta e sua performance como lutador de Taekwondo, em paralelo à recapitulação de uma carreira recheada de medalhas e conflitos com a confederação que a administra.

Programa 10

A valsa do pódio, de Bruno Carneiro e Daniel Hanai
- Brasil, 2013, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Atletismo
Em 2012, nos Jogos Paralímpicos de Londres, a atleta Brasileira Terezinha Guilhermina confirmou sua posição de corredora com deficiência visual mais rápida do mundo: conquistou, ao lado de seu guia Guilherme Santana, duas medalhas de ouro nas provas de 100m e 200m rasos para cegos. Além disso, protagonizou uma cena emocionante: na prova dos 400m, Guilherme desequilibrou-se e caiu; em solidariedade ao guia, Terezinha jogou-se no chão e abandonou a vitória que era certa até então. O documentário conta a história dessa grande atleta: suas conquistas, sua relação com o guia, o sonho olímpico e a felicidade de ganhar a medalha, a superação de mais um recorde mundial, e principalmente, como ela se divertiu durante esses jogos e como curte sua vida.

As lutas de Adriana, de Alberto Iannuzzi
- Brasil, 2014, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Boxe
O documentário conta a história de uma guer­reira: Adriana dos Santos Araújo, primeira mulher Brasileira a ganhar uma medalha olímpica no boxe. Nascida em uma comunidade carente de Salvador em 1981, a atleta encarou diferentes lutas nos rin­gues e fora deles até se tornar um exemplo para muitos. O primeiro desafio: sair de um bairro pobre e vencer pelo esporte. O segundo: praticar e se fir­mar em um esporte predominantemente masculi­no. O terceiro: ter que viver e treinar na solidão de uma metrópole estranha ao seu universo afetivo. A narrativa mergulha de forma intimista nos dramas e alegrias da boxeadora, utilizando uma linguagem de Cinéma Vérité. De forma espontânea, o documentá­rio vai delineando a essência de uma mulher que, além do histórico bronze nas Olimpíadas de Londres em 2012, dos dez Campeonatos Brasileiros e dos sete Pan-americanos, também venceu na vida.

Rosinha: A força de uma guerreira , de Carlos Segundo
- Brasil, 2015, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Lançamento de disco
Um disco é lançado, percorre o espaço e o tempo. Enquanto sobrevoa abre-se a possibilidade de se revelar um recorte de vida que mistura a dor da perda com a conquista de um mundo.

Programa Memória


Procura-se Irenice, de Marco Escrivão e Thiago Mendonça
- Brasil, 2015, PB, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Atletismo
É a busca por um personagem. Vestígios de alguém que, por não aceitar a submissão, foi apagada da história. Não bastavam os recordes. Irenice Maria Rodrigues, liderança de greve contra o Comitê Olímpico, crítica radical da estrutura esportiva Brasileira, recordista continental em competição proibida para mulheres no Brasil Militar. Procura-se Irenice é a busca de uma história inconveniente.

João do voo: A história de uma medalha roubada, de Sergio Miranda e Pedro Simão
- Brasil, 2014, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Atletismo
Eram tempos difíceis no Brasil. Vivíamos numa ditadura militar, dos anos de chumbo para a abertura política, lenta e gradual, de Geisel. No mundo, imperava a guerra fria entre EUA e Rússia. O povo ansiava por liberdade e alegria. O País precisava desesperadamente de ídolos. Foi nesse contexto social, econômico e político que surgiu João Carlos de Oliveira, o João do Pulo. Garoto pobre que superou adversidades, ele teve uma vida curta, dura, mas intensa. Fenômeno do esporte mundial, João conquistou inúmeras medalhas. Foi detentor de um dos recordes de maior duração na história do atletismo e virou herói nacional. Marcado pela falta de sorte, João perde sua grande oportunidade de ter uma medalha de ouro nas olimpíadas de Moscou, vítima de uma das maiores fraudes na história do atletismo olímpico. Três anos depois João vive uma fatalidade, perde a perna em um acidente de carro e morre em 1999 de cirrose hepática.

Maria Lenk - A essência do espírito olímpico, de Iberê Carvalho

- Brasil, 2012, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Natação
O documentário compartilha com todos os Brasileiros as histórias e recordações generosamente contadas pela nadadora Brasileira Maria Lenk. Um material úni­co, de valor inestimável para a memória do esporte olímpico Brasileiro.

Programa 12
 

Ippon - A superação olímpica de Rogério Sampaio Caví Borges e Leonardo Mataruna
- Brasil, 2013, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Judô
A história de Rogério Sampaio rumo à conquista olímpica distingue-se pelo seu forte componente de superação. Ausente por quase três anos de competições oficiais e logo após o sofrimento com a morte trágica de seu irmão Ricardo, seu mentor e companheiro de treinos, o atleta teve que driblar a desconfiança geral. A escolha de um diretor com enorme relação com o judô - cortado às vésperas das Olimpíadas de Atlanta 1996 e Sidney 2000 - confere ao documentário um caráter intimista.

O nadador - A história de Tetsuo Okamoto, de Rodrigo Grota
- Brasil, 2014, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Natação
A trajetória do nadador Tetsuo Okamoto (1932-2007), que conquistou a Medalha de Bronze na Prova dos 1.500 metros Nado Livre nos Jogos Olímpicos de Helsinque, em 1952 – a primeira medalha olímpica para a natação Brasileira. Com entrevis­tas, imagens de arquivo e reconstituição de momentos importantes na vida de Tetsuo, o documentário descreve a sua infância em Marília, as primeiras vitó­rias, o Pan-Americano de 1951 e a sua participação em Helsinque. Herói da natação Brasileira, Tetsuo é considerado um exemplo de dedicação e persistência.

Wanda dos Santos - Sem barreiras, de Cleisson Vidal
- Brasil, 2014, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Atletismo
A trajetória da barreirista Wanda dos Santos, da infância humilde em São Pau­lo à consagração olímpica. Wanda segue em atividade aos 81 anos, disputando competições de veteranos e treinando outros atletas. O documentário acompa­nha sua rotina, relembrando sua tra­jetória a partir da primeira medalha em competições até chegar às Olimpíadas de Helsinque 1952 e Roma 1960, supe­rando o racismo. Uma vida de superação constante, traduzida em novos títulos e recordes, mesmo na terceira idade.

Programa 13

O discreto charme de uma campeã, de Fábio Meira
- Brasil, 2015, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Vôlei
O documentário retrata uma das atletas mais silenciosas do esporte Brasileiro. Recordista em participações em Olimpíadas, cinco no total, a levantadora Fofão traz consigo uma trajetória de paciência. Esperou mais de uma década no banco de reservas para se tornar a maior vencedora do vôlei Brasileiro. Por meio dela, é possível retratar 30 anos da modalidade no país e características inerentes a grandes atletas: humildade e perseverança.

Cloadoaldo Silva - O tubarão das piscinas, de Susanna Lira e André Baseggio
- Brasil, 2016, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Natação
Mais do que narrar o caminho de Clodoaldo Silva rumo ao sucesso dentro e fora d'água, este filme mostra a preparação de sua despedida, trazendo ao público um mosaico de memórias profissionais e, sobretudo, acompanhando o desfecho de uma história de paternidade. Abandonado pelo pai aos dois anos de idade, hoje Clodoaldo quer fazer história nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e através da primogênita, se reconciliar com sua própria experiência de ausência paterna.

Buck - o monstro da Lagoa, de Marcos Ribeiro
- Brasil, 2016, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Remo
Em geral, na memória do esporte, lembramos, na maioria das vezes, dos atletas vencedores. Natural que seja assim, pois são eles os protagonistas das competições. Mas na história do remo Brasileiro coube a um técnico o papel principal. Guilherme Augusto do Eirado Silva, o Buck, do remo, do Flamengo e da seleção Brasileira, foi trinta vezes campeão carioca. Dirigiu a seleção Brasileira em vinte oportunidades, e seus atletas conquistaram 21 medalhas em Jogos Pan-Americanos. Buck participou de sete Olimpíadas. Em 1976, a manchete do Jornal da Tarde dizia: "Buck, pai, dono, inventor do remo Brasileiro! Pela primeira vez vencemos a Argentina”.

Programa equipes

Irmãos Grael, de Marina Pessanha
- Brasil, 2015, cor, digital, 26 min | exibição digital
Modalidade: Vela
Conta a história dos irmãos Torben e Lars Grael, membros da elite do iatismo mundial, conquistando juntos sete medalhas olímpicas. Torben, com cinco medalhas, é atualmente o maior medalhista Brasileiro.
O filme também pretende abordar importantes fatos da vida dos atletas, como o acidente de Lars Grael, que causou a mutilação de sua perna, em 1998. Além de entrevistar grandes nomes do iatismo, o filme pretende também abordar a relação da família dos atletas com o esporte.

800m, de Rubens Rewald e Aarón Fernández
- Brasil, 2016, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Atletismo
O documentário conta a história de Joaquim Cruz, Zequinha Barbosa e Agberto Guimarães, três dos maiores atletas Brasileiros de todos os tempos, e a carreira deles na prova dos 800 metros, uma das mais tradicionais do atletismo nos Jogos Olímpicos.
Treinando juntos sob a orientação do técnico Luiz Alberto de Oliveira, os três experimentaram vitórias e derrotas, em trajetórias de vida entrelaçadas pelas inúmeras competições e por uma grande amizade.

Hortência & Magic Paula, de Rubens Rewald
- Brasil, 2014, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Basquete
Hortência e Paula, duas das maiores jogadoras de basquete de todos os tem­pos no mundo, fizeram parte da mais vitoriosa geração do basquetebol femi­nino do Brasil. O documentário conta a trajetória das duas e da incrível geração que jogou com elas e fez história pela seleção Brasileira feminina de basquete, nos anos 1990.

Programa 15

A volta ao mundo de Anésio Argenton, de Marcelo Paiva e Fernando Acquarone
- Brasil, 2013, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Ciclismo
Originário de um período em que o ciclismo não era considerado um esporte profissional, Anésio Argenton representa toda uma geração de atletas que surpreendeu seu país ao superar a pobreza para atingir o sonho olímpico. Apesar das inúmeras dificuldades, Argenton participou dos Jogos Olímpicos de Melbourne, em 1956, onde obteve o melhor resultado do Brasil na história das Olimpíadas em provas de pista, recorde que permanece inalcançado; e de Roma, em 1960. Além disso, Argenton é o único Brasileiro medalhista de ouro em Jogos Pan-Americanos na modalidade (Chicago 1959).

Viagem - O saque que mudou o vôlei, de Giuliano Zanelato
- Brasil, 2013, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Vôlei
Participar das Olimpíadas e ganhar uma medalha inédita na sua modalidade é inesquecível. Fazer pequenos Brasileiros praticarem vôlei, onde antes só havia traves de futebol, merece respeito. Agora, popularizar uma forma de sacar, a ponto de mudar um pouco o seu esporte, é histórico. Foi exatamente o que fez Montanaro, acompanhado por Willian e Renan com o “saque viagem” em 1984. Em poucos anos, todas as seleções olímpicas estavam sacando igual àqueles três Brasileiros.

Segundo a linha: A história de Ricardo Prado, de André Bomfim
- Brasil, 2015, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Natação
Não existe natação sem dor. Assim Ricardo Prado define o esporte que o tornou ídolo na década de 1980. Campeão mundial aos 17 anos, medalha de prata aos 19 nas Olimpíadas de Los Angeles, durante quatro anos ele teve de batalhar para ser o melhor do mundo. Sozinho e longe de casa, sem apoio institucional, suportando uma disciplina militar, dividido entre o cotidiano adolescente e a pressão de ser ídolo, para Ricardo Prado não foi fácil seguir a linha.

Programa 16
 

O nado de Joanna, de Lucas Fitipaldi
- Brasil, 2015, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidade: Natação
Aos 17 anos, ela fez história em Atenas 2004 ao alcançar o melhor resultado da natação feminina do Brasil em Jogos Olímpicos. Com o passar do tempo, o maior orgulho - a marca de 4min40s00 nos 400 metros medley - virou um fantasma na vida de Joanna Maranhão. Em plena atividade aos 28 anos, o presente se mistura a um passado marcado por dramas e polêmicas dentro e fora das piscinas.

Meninas, de Carla Gallo
- Brasil, 2015, cor, digital, 26 min | exibição digital
Voz doce, postura atenta, a descoberta do trabalho sério. A infância em meio à maior competição do esporte. Ainda meninas, as atletas da Ginástica Artística sonham e se preparam para os jogos olímpicos. Qual o olhar de uma criança sobre as Olimpíadas? Meninas pretende contar a história da Ginástica Artística Feminina nos jogos, por meio das memórias infantis das principais atletas da modalidade.

João Gonçalves - Forte e poderoso, de Toni Venturi
- Brasil, 2016, cor, digital, 26 min | exibição digital
- Modalidades: polo aquático, técnico, judô, natação
Por meio de uma narrativa poética e imagens subaquáticas impactantes, o filme resgata a pouco conhecida história de João Gonçalves Filho, um dos grandes esportistas do país, que participou de sete Olimpíadas e foi um dos responsáveis pela geração de judocas Brasileiros mais vitoriosa dos Jogos Olímpicos.

Mais sobre a Cinemateca Brasileira

Fonte: Cinemateca Brasileira

Largo Senador Raul Cardoso, 207
Próximo ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: 11-3512-6111 (ramal 215)