Filmes históricos, na Cinemateca Brasileira

Publicado em 19/03/2015 • Portal Vila Mariana

Sinopses e fichas técnicas de filmes com panorama histórico, na 4ª Mostra Ecofalante de Cinema, que será exibida na Cinemateca Brasileira, de 19 a 29 de março de 2015.

A Margem
Brasil, 1967, 96´
Direção: Ozualdo Candeias

Na favela às margens do rio Tietê, duas trágicas histórias de amor, dois casais que a sociedade ignora e que, em meio à miséria e à luta pela sobrevivência, tentam encontrar-se através do sentimento. Os personagens evoluem entre a vida da favela, com seus pequenos golpes pela sobrevivência, e a existência no submundo paulista, que deteriora qualquer tentativa de ligação amorosa. O final trágico de um deles, morto por atropelamento, e o de outro, assassinado por uma prostituta, sintetizam a visão trágica dessa realidade social.

Amazonas, Amazonas

Brasil, 1966, 15´
Direção: Glauber Rocha

Documentário que traça um painel da situação histórica, econômica, social e humana da Região Amazônica. A entrevista com um trabalhador nativo que conta sua história e as imagens das ruas de Manaus, da feira, do trabalho, do encontro das águas, das em embarcações e do Teatro Municipal, justapostas à narração didática e relevadas pela música de Villa-Lobos, funcionam como um mergulho na rica paisagem natural e nos sérios problemas decorrentes do subdesenvolvimento. O filme culmina numa síntese realista da situação, chamando a atuação para as perspectivas de futuro. “Cheguei no Amazonas com uma ideia preconcebida e descobri que não existia a Amazônia lendária e mágica, a Amazônia dos crocodilos, dos tigres, dos índios...”

No Paiz das Amazonas
Brasil, 1922, 120´
Direção: Silvino Santos e Agesilau de Araújo

Veem-se os pescadores do pirarucu e do peixe-boi, os trabalhos dos castanhais, os seringueiros, a vida rústica do sertanejo do extremo norte, as nossas riquezas florestais, os rios, as feras fluviais e as aves pulcras e elegantíssimas; o castanheiro colosso, com as suas saborosíssimas amêndoas dependuradas, e coroado de orquídeas... Depois vamos até Porto Velho no Madeira, até a divisa com a Bolívia, e vemos então a famosa estrada dos trilhos de ouro, a Madeira-Mamoré. Oferece a fita aspectos de Maués, o preparo do guaraná desde a sua colheita até a modelagem das figuras que tão apreciáveis já se tornaram nos centros civilizados. Vamos subir o Rio Branco, onde a beleza do filme requinta na delicadeza de sua confecção. Depara-se-nos a Pedra Pintada, mole de granito que tem a altura de 150 metros. O espetáculo mais impressionante está para o fim. O regresso da expedição a Manaus, numa frágil embarcação a vapor, por sobre cachoeiras perigosíssimas, constitui a parte épica do filme.

Rio Violento (Wild River)

EUA, 1960, 105´
Direção: Elia Kazan

Um agente do governo americano é enviado a uma pequena cidade no sul dos Estados Unidos com a missão de promover a remoção dos habitantes de uma vasta área que será inundada por conta da construção de uma barragem. Porém, no momento de sua chegada, a única comunidade que ainda deve ser removida é aquela que habita uma ilha no meio do rio Tennessee, cuja proprietária recusa-se veemente a deixar suas terras. Aos poucos, o personagem de Monty Clift, cada vez mais impotente perante a obstinação da velha proprietária, vai se aproximando da neta dela, por quem se sente cada vez mais atraído.

Um Dia, O Nilo (Those People of the Nile)
Egito / URSS, 1968, 109´
Direção: Youssef Chahine

15 de maio de 1964, Assuã, Egito. Após dois anos de um trabalho titanesco, o curso do rio Nilo será desviado: uma nova era se inaugura, ao mesmo tempo em que terras ancestrais serão inundadas. Nesse dia memorável, são os pequenos acontecimentos que ocupam o filme de Youssef Chahine. Barrak, um jovem originário da Núbia (região situada no vale do rio Nilo), e Nikolaï, trabalhador de Leningrado, selam sua amizade. Zoïa, esposa do engenheiro russo Alik, decide voltar para Moscou, farta da falta de oportunidades para as mulheres na região. Yahia, um intelectual de esquerda que decidiu se refugiar no trabalho braçal da construção da barragem, apaixonado por Nadia, filha do construtor do projeto, decide pedir sua mão em casamento. Realizado em película Sovcolor e em 70 mm, esse filme, uma coprodução entre a URSS e o Egito de Nasser, foi encomendado para ser o registro para a posteridade de uma construção monumental. Tendo contudo desagradado os dois países, acabou censurado dias após seu lançamento. Seus negativos foram destruídos e a única cópia em 70 mm que Chahine conseguiu salvar foi confiada, no início dos anos 1970, à Cinemateca Francesa.

Veja a programação completa da Mostra Ecofalante de Cinema.

Fonte: Cinemateca Brasileira
Coordenador de Difusão: Leandro Pardi
Programação: Sergio Silva
Produção de cópias: Nancy Hitomi Korim
Assessoria de imprensa: Karina Almeida
Produção: Bia Ferreira Leite e Livia Fusco
Site: Bruno Ishikawa

Endereço
Largo Senador Raul Cardoso, 207
Próximo ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: 11-3512-6111 (ramal 215)
www.cinemateca.gov.br



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